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DEZ
09
09 DEZ 2021
ASSISTÊNCIA SOCIAL
EDUCAÇÃO
SAÚDE
SIMPÓSIO SOBRE AUTISMO LOTA HALL DE ESCOLA MUNICIPAL E DIFUNDE INFORMAÇÕES FUNDAMENTAIS
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PROCESSANDO ÁUDIO
Evento recebeu excelente público e trouxe informações psicopedagógicas, clínicas, pessoais e sociais de suma importância para a criação de políticas públicas para lidar com autismo.
“O autismo não é uma doença, que se procura curar; é um transtorno de desenvolvimento incurável, contudo, demanda abordagens criteriosas, tratamentos específicos, análises de caso, entre outros aspectos, os quais foram abordados a fundo durante o 1º Simpósio – Conversando Sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA), Inclusão e Equidade, realizado no hall da Escola Municipal João Bárbara da Silva, na manhã desta quinta-feira (9 dez).
 
Sugerido pela Assistente Social da Educação de Wenceslau Braz, Márcia Lima, a partir de experiência ocorrida em visita domiciliar a uma família com paciente diagnosticado com TEA, o Simpósio, apresentado pelo Técnico em Enfermagem e Diretor de Cultura e Turismo de Wenceslau Braz, Celiandro Silvério, e contou com as presenças das secretárias Edna Beatriz (Educação) e Daniele Dayane (Saúde e Assistência Social), de Wenceslau Braz, e as secretárias Mônica Rodrigues Silva (Educação),e Valéria Pereira (Promoção Social), ambas de Delfim Moreira - e teve ótima presença de público (educadoras, profissionais de saúde, cidadãos e funcionários públicos de cidades vizinhas). 

Com o intuito de fomentar um diálogo para a criação de políticas públicas voltadas à conscientização em relação ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), o evento, desde já um sucesso  - contou com participações importantes como a psicopedagoga Ana Paula Amaro – que expôs aspectos psicoeducacionais, comportamentais (vídeos), explicou sobre a complexidade da classificação do TEA (leve, médio e grave) e os perfis diversos dos(as) pacientes. Daí, segundo ela, a necessidade de diagnósticos os mais precisos possíveis, junto às famílias, centros de tratamento, escolas. Estas escalas de triagem, diversificadas, impõe desafios que a psicopedagoga fez questão de salientar, enaltecendo a importância de simpósios como este.
 
Na sequência, o dr. Renan Chaparro apresentou aspectos clínicos interessantes sobre o TEA, como a informação de que os pacientes diagnosticados com o autismo podem apresentar até 1.054 alterações no DNA, as quais delimitam perfis clínicos tão diversos quanto delicados com relação ao tratamento. Sobre outro dado, o que aponta que 1 em cada 44 indivíduos é diagnosticado com o TEA, citou entre os motivos, causas genéticas, interações ambientais, características gestacionais específicas, alimentação nociva, entre outras.
 
A definição da palavra simpósio aponta o seguinte: na antiga Grécia, a segunda parte de um banquete ou festim, durante o qual os convidados bebiam, conversavam, ouviam música e se entregavam a outros divertimentos; ou qualquer reunião social em que se coma, beba e converse. E de fato, após a primeira parte do simpósio, houve uma pausa para o lanche, regado a sucos, refrigerante, café, bolos, tortas, pães, frutas.  
 
Na segunda parte, a educadora wenceslauense Ana Lúcia de Lucena Pinelli, mãe do adolescente Ernesto – com perfil-diagnóstico de autismo desde os cinco anos – apresentou ao público a sua experiência pessoal com o TEA, e o aprendizado adquirido com o passar dos anos, aspecto que foi a tônica entre todas as participações no evento. Como a da funcionária pública municipal Paula Cortez, mãe de dois meninos com TEA, que relatou sua experiência pessoal, a busca de tratamentos e sobre cuidados alimentares, fundamentais para pacientes com esse tipo de diagnóstico clínico.
 
A conselheira tutelar de WB Alana Rodrigues falou em seguida e deu um depoimento emocionante sobre a sua experiência como mãe de um menino de 4 anos com TEA, com o qual passou desagrados, enfrentou preconceitos e desafios, deixando, ao final, uma mensagem de superação e esperança para as mães presentes.
 
Carol Freire, da Associação Agai, de Itajubá, que palestrou em seguida, falou de um ponto de vista institucional, sobre um grupo de mães que se reuniram para a criação desta associação grupo de amigos da inclusão (AGAI), da qual faz parte, que tem conseguido conquistas importantes (Leis), inclusive em nível estadual – através do deputado Ulysses Gomes, e municipal de Itajubá.   
 
O prefeito Edvaldo Bitencourt, que abriu e fechou o simpósio enalteceu a iniciativa pioneira no município e garantiu apoio total em eventos futuros semelhantes e fundamentais para o contexto socioeducacional da população como um todo. Nesse sentido, leu e assinou, no encerramento do evento, uma carta de apoio para a criação de uma política pública voltada ao TEA, proposta, inclusive, incrementada através de projeto de Lei em elaboração, de autoria do técnico em enfermagem Celiandro Silvério, para a criação de uma carteirinha para pacientes com TEA para priorizar o atendimento a partir de 2022, a ser elaborada pelo Centro de Referência em Assistência Social de WB. 




 
Fonte:
Autor: José Mauro Moreira
Local:
Seta
Versão do Sistema: 3.2.7 - 04/10/2022
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